Crise política desestabiliza o cenário econômico brasileiro
No momento em que uma crise política se precedentes está instalada no Brasil o mercado financeiro mostra reação, o que nos vale aferir que a crise econômica que estamos vivendo é um reflexo do momento político vivido.
Devemos compreender que a economia está ligada a política embrionariamente e os desastres em um trazem consequências inimagináveis no outro plano. Numa pequena análise o mercado financeiro vive de investimento e a insegurança política afasta o investidor que irá procurar mercados mais sólidos.
Mas a economia brasileira mostra que mesmo em um cenário totalmente adverso tem força de reação, basta olharmos que em meio aos desastres políticos que temos presenciado todos os dias aos poucos vem reagindo.
Podemos ver que ontem foi um dia de otimismo no mercado financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu quase 7% e o dólar teve a maior queda percentual diária em quatro meses. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (17) vendido a R$ 3,653, com queda de 2,29% (R$ 0,086). O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, fechou o dia com alta de 6,6%, aos 50.914 pontos.
O Ibovespa está no nível mais alto desde 22 de julho do ano passado.
Quanto ao dólar, a queda percentual foi a maior desde 3 de novembro, quando a cotação tinha caído 2,39%. A moeda operou em baixa durante todo o dia, mas a queda intensificou-se a partir das 10h30. O dólar continuou a cair no início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 13h30, chegou a ser vendido a R$ 3,61. O ritmo de queda, no entanto, diminuiu após o Banco Central anunciar que aproveitará o recuo do dólar para reduzir as intervenções no câmbio.
Em relação à Bolsa de Valores, o índice Ibovespa chegou a subir mais de 7% durante a tarde. Na máxima do dia, por volta das 15h30, o indicador superou os 51 mil pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, dispararam. Os papéis ordinários (que dão direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 8,75%, para R$ 10,44. Os papéis preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) saltaram 12,03%, para R$ 8,10.
No cenário externo, o dia também foi de otimismo, com alta no preço das commodities (bens primários com cotação internacional). As cotações internacionais do petróleo voltaram a subir depois de alguns dias de queda. O barril do tipo Brent subiu para US$ 41,47, no maior nível desde dezembro do ano passado. Em janeiro, o mesmo barril chegou a ser vendido a US$ 27.
Ou seja, se os políticos brasileiros ajudarem dando a estabilidade necessária, o mercado financeiro com certeza reagirá a crise e poderemos retomar o crescimento que é o desejo de todos os brasileiros.
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